Um novo principio emergente, de um novo consenso de concepção do Mundo atual, próspero e socialmente estável, é necessário, face ao processo de exclusão social em nosso planeta.
O modelo económico de globalização, debate as questões sociais e politicas que vem desenvolvendo, e orientando a evolução das nações do terceiro mundo, tais como expectativa das pessoas, qualidade de vida e desenvolvimento de seu potencial.
Com a necessidade de experiências efetivas de desenvolvimento social, a partir dos núcleos menos favorecidos, e inserido nas redes sociais locais, o sistema capitalista está passando por mudanças profundas e ainda silenciosas, em sua estrutura.
A integração mundial através da globalização, tem gerado efeitos não esperados de exclusão social, protecionismo, ações em rede, fortalecimento local em rede com forte incidência em vocações.
Os conceitos produtivos baseados na cooperação, a nova concepção de um mercado mais justo, o surgimentos de ideias económicas e sociais solidárias, e a formação de redes de desenvolvimento local sustentáveis, indicam um novo caminho,para fazer face ao sistema económico neoliberal, que se tem configurado dominante.
São os diversos agentes do Estado e da Sociedade Civil, que passam a influenciar, interagindo de um modo muito mais natural, independente e estruturado, com atenção concentrada nos problemas locais, nacionais e também globais.
Tem ganhado espaço na última década, o conceito de desenvolvimento local, que mobiliza e implementa mudanças, para elevar a capacidade de oportunidades sociais, a viabilidade económica, as condições de vida da população, convergindo em politicas sociais mais justas, mais harmoniosas, mais abrangentes, mais equitativas.
As desigualdades sociais ainda são imensas, a concentração de renda é altíssima e desumana, discriminatória, e as políticas públicas atuais, de desenvolvimento social e económico, não têm gerado resultados satisfatórios.
Existe a necessidade de experiências de desenvolvimento social local, integrado e sustentável, a partir da formação solidária de redes institucionais locais, interagindo e estruturando-se, de um modo homogéneo bem sucedido.
É preciso que, as estratégias e processos entre organizações de desenvolvimento social, visando a melhoria da qualidade de vida, sejam interativas entre si, avaliem as experiências locais, formação de redes solidárias locais, dinamizando a cooperação entre as pessoas, em uma comunidade que tem por objetivo a sustentabilidade e inclusão social
É fator preponderante na sociedade atual, a preocupação com modelos de desenvolvimento social, que possam diminuir a grande diferença entre ricos e pobres, redução das desigualdades sociais, inclusão social dos marginalizados, conferir conhecimento e poder, além de renda e riqueza.
Também sabemos ser reconhecidamente notório, e aceite por todos os intervenientes na resolução dos problemas sociais que, quando se dinamizam desenvolvimentos econômicos, que não estejam aliados aos processos de conhecimento e poder, sempre originam concentração de renda e riquezas, aliada com a exclusão social.
Por isso que, analisando estes conceitos acima mencionados, somos direcionados às noções de Capital Social ( envolvendo poder ) , Capital Humano ( a força de trabalho ), o primeiro se transformado numa categoria fundamental, ao analisar o desenvolvimento e sua estrutura nos resultados macroeconómicos, e a estabilidade politica e desenvolvimento social. Já o segundo, surge como um ponto central de modelo renovado de desenvolvimento.
As políticas de desenvolvimento devem incluir políticas sociais participativas ,e mobilização dos agentes de desenvolvimento, para fomentar o desenvolvimento económico e o aumento do capital social para, efetivamente, termos um desenvolvimento político, económico e social.
Assim, afirmamos que o Empreendedorismo Social, é um novo modelo de desenvolvimento: muda foco do negócio, viabiliza a transformação nas grandes empresas nacionais e internacionais, nas instituições financeiras, na sociedade civil, numa parceria bem sucedida, entre a comunidade, governo e setor privado.
Uma comunidade com Poder, é o ponto certo para a criação, o gerenciamento e o desenvolvimento, visando o fomento de ações empreendedoras de cunho social ,e de novas estratégias de inserção social e sustentabilidade.
Para que exista solidariedade, surgimento de empreendimentos, e cooperativas ,e processo transformador da sociedade, é necessário uma forte e consolidada base social, que atente para:
- exista consciência de comunidade para com seu desenvolvimento;
- sensibilizar, encorajar e fortalecer a autoestima das pessoas;
- membros participativos nas ações de desenvolvimento local;
- surgimentos de novas ideias participativas;
- ligação e afinidades das pessoas com sua cidade, terra e cultura;
- inclusão social da comunidade;
- melhoria da qualidade de vida dos habitantes
- proporcionar aos habitantes poderem transformar-se em proprietários;
- incutir nos habitantes a responsabilidade nos empreendimentos locais;
- aumentar o nível de conhecimento;
- capacitar a comunidade local em relação aos recursos existentes;
- informa-los e capacitá-los das capacidades e competências atribuídas.
Assim, poderemos afirmar que, a ação organizada da sociedade, o desenvolvimento local, integrado e sustentável, deve considerar três aspectos importantes, para que todas as ações empreendidas, tenham seus efeitos comprovados, perdurando e valorizando todos os participantes da comunidade local:
- capital social – refere-se ao potencial de atuação da sociedade, em todo o seu processo associativo;
- capital humano – estoque de valores, atitudes, conhecimentos;
- capital produtivo – os recursos tangíveis e intangíveis de gerar riquezas, possibilitar a criação de oportunidades de trabalho, emprego e renda, de todas as pessoas da comunidade.
O dinamismo de todas estas politicas, conceitos, desenvolvimento, habilidades, atitudes participativas, benefícios comunitários, financeiros e sociais, sempre terá, como figura proeminente, o Empreendedor Social.
Assim, acabamos de mostrar as diferentes vertentes, conceitos, ideias, aplicações, e a essência do EMPREENDEDORISMO.
E por conclusão, o pensamento do falecido sociólogo BETINHO. Dedicou sua vida aos problemas sociais e foi um verdadeiro Empreendedor:
“ O importante é alimentar gente, educar gente, empregar gente. História é gente. E descobrir e reinventar gente é a grande obra da cultura “.
Por isso, todos precisam ter conhecimento, poder, cultura, aprendizado, treinamento, saberem despertar em si as qualidades que todo o ser humano tem, mas que não fazem por desenvolver, aprimorar e aplicar, para seu próprio desenvolvimento e do bem comum.
HABILIDADE - é o que você é capaz de fazer
MOTIVAÇÃO - determina o que você faz
ATITUDE – determina a qualidade do que você faz
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